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Por: Deise Navarro

A rotina cheia de ações repetitivas, as mesmices relacionais e algumas situações desagradáveis dos ambientes profissionais parecem representar toques frequentes naquele botão interno da irritação que, aliás, começou a ser ativado pelo despertador numa manhã de segunda-feira.

Essas ou outras situações chatas, desgastantes e, infelizmente, inevitáveis no ambiente de trabalho fazem parte da vida profissional de todas as pessoas e irritar-se com um amigo folgado, um chefe apressado ou um cliente insatisfeito não significa dizer que alguém está fora do controle. Além disso, a irritação é uma resposta natural do ser humano frente à frustrações e seria um equívoco classifica-la como algo totalmente negativo. A questão é identificar o grau de irritação que se sente.

Será que você tem exagerado na dose de intolerância? E, se sim, porque será que isso está acontecendo?

Estudiosos da psicodinâmica do trabalho na contemporaneidade consideram que a intensificação do ritmo de trabalho, a exigência de polivalência e a intensa cobrança por desempenho no menor tempo possível são alguns dos fatores que aumentam consideravelmente os custos psicológicos dos profissionais de diferentes áreas de atuação. Da mesma forma, parece que o medo de perder o emprego e as desafiadoras metas impostas pelo sistema também repercutem sobre a esfera psíquica, causando sofrimento e adoecimento. O reflexo disso pode ser visto em sintomas como mau humor, falta de paciência, reações explosivas e angústias.

O corpo e a irritação:
Para enfrentar situações ameaçadoras nosso organismo reage liberando grande quantidade de hormônios como, por exemplo, a adrenalina. Esta reação está relacionada às estratégias biológicas de sobrevivência.

A Adrenalina estimula o coração como resposta ao stress, aumentando a pressão arterial com o objetivo de gerar a energia necessária para enfrentar situações de perigo. Assim, a irritação sinaliza que algo não está caminhando bem e a agressividade pode ser o comportamento defensivo diante do perigo (mal estar) sentido.

Mas há outro ameaça real neste processo. Pode ocorrer de tais reações tomarem uma intensidade maior e levar o corpo a permanecer em constante alerta. Instala-se então um estado de stress e irritabilidade crônico. Pessoas que vivenciam tal experiência sentem prejuízos nas relações pessoais, de trabalho

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e em sua saúde física.

O que poderia me ajudar neste caso?
1. Perceba os sinais do seu corpo: Se você ficar atento notará que antes de atingir níveis altos e provocar comportamentos agressivos, a irritação provoca sensações físicas como palpitação, respiração ofegante, tensão muscular e dor no peito. É hora de respirar fundo antes de agir.

2. Aprenda com a experiência: depois de perceber os sinais do seu corpo você terá mais condições de identificar os motivos geradores de angustia. A conscientização é o caminho para a mudança, ainda que não seja possível mudar de imediato as situações que desencadeiam sua irritação, você poderá buscar saídas possíveis para se manter mais calmo.

3. Invista em momentos de lazer: atividades físicas ou culturais que despertem o seu interesse costumam produzir bem estar e relaxamento, bem como a escolha de passar tempo com pessoas queridas. Fatores que poderão ajudar a recuperar a motivação perdida.

4. Consulte um Psicoterapeuta ou Orientador Profissional: atendimentos terapêuticos poderão ajuda-lo a lidar com as situações de stress, levando-o a compreender seu funcionamento psicológico, além de estimula-lo a buscar formas mais eficientes de se expressar. Intervenções desse tipo também podem dar melhores condições emocionais para estruturar planos futuros e de encontrar satisfação em situações de trabalho, pessoais e familiares.

Deise Navarro é Psicóloga e Orientadora Profissional e de Carreira pela USP.
2018-04-17T13:08:02+00:00