OP contra a crise

Por: Deise Navarro

Nem precisa ler jornais! Basta prestar um pouco mais de atenção em conversas alheias para perceber o quanto as pessoas têm falado sobre crise nos últimos meses. E não era para menos, uma vez que tantas incertezas têm rondado o cenário político e econômico do nosso pais.
Parece mesmo que enfrentaremos tempos difíceis daqui para a frente e ainda que haja alguma mudança positiva no cenário atual, os danos já estão feitos e só nos resta buscar saídas possíveis para diminuir os impactos da crise sobre nossa vida profissional e sobre nossa família.
Medidas de controle econômico, restrições de todos os tipos e reorganização do planejamento familiar, entre outras coisas, são algumas das sugestões bem-vindas de quem entende do assunto. Mas existe também uma outra maneira de lidar com a crise que não necessariamente envolva apenas aspectos limitantes e restritivos.
Talvez, pensando de forma mais ampla, devido a tudo que pode proporcionar, a Orientação Profissional caminha no sentido contrário a isso. Pois se propõe a abrir perspectivas tanto para aqueles que querem realizar sua primeira escolha profissional, quanto para pessoas que já estão inseridas no mundo do trabalho, mas que, diante da crise, estão tendo que repensar sua atuação profissional. Da mesma forma, a Orientação Profissional pode ajudar pessoas que perderam o emprego ou que precisarão adiar seu plano de aposentadoria.

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A Orientação Profissional diante da Crise pode:

1. Ajudar a identificar recursos – por meio da conscientização de si mesmo (autoconhecimento), um indivíduo consegue identificar (ou certificar-se de) seus recursos intelectuais/conhecimento, emocionais, financeiros ou ligados à força de trabalho familiar, que podem ser utilizados em sua atual área de atuação ou na criação de novos planos profissionais que visem ajudar o aumento e/ou manutenção da renda ou ainda do padrão de vida desejado.
2. Analisar e ampliar sua rede de contatos (Networking) – a análise de sua rede de apoio, bem como a possibilidade de ampliação dessa rede são estratégias que devem ser utilizadas num trabalho de OP. Essa estratégia torna-se muito interessante porque acaba atingindo positivamente as pessoas que fazem ou farão parte de sua rede – ao mesmo tempo que uma pessoa passa a conhecer suas habilidades, pode comunicar as dela a você. E com um pouco de energia humanitária pode-se formar uma “corrente do bem”, na qual um profissional apoia o outro na busca de saídas para a crise.
3. Explorar desejos adormecidos – a OP também traz à superfície planos e ideias que muitas vezes tivemos que abandonar em algum momento do nosso percurso, tenha sido por falta de tempo ou por qualquer outro limite que a realidade impôs naquele momento. O fato é que desejos autênticos não morrem, mesmo que fiquem hibernando por algum tempo, como um computador que não chegou a ser desligado. O espaço da OP é propício para explorar essas ideias utilizando-se de uma equação que tem como variáveis critérios, valores, dados da realidade e desejos. Só quem já fez OP sabe o poder que esse processo exploratório tem para abrir portas e trazer esperanças a corações desanimados.
4. Analisar as possibilidades de Mundo do trabalho – a pesquisa e a análise de diferentes mercados de trabalho que considerem tanto a individualidade do profissional, quanto as demandas sociais, caracterizam outra forma que a OP tem de ajudar um indivíduo a driblar a crise. Muitas vezes tentamos fazer isso sozinhos, lendo a respeito de oportunidades ou sendo influenciados por propagandas de cursos e treinamentos que prometem nos capacitar para mudar de vida. Mas…em minha experiência, tenho encontrado muitas pessoas que se frustram depois de investir tempo, dinheiro e emoções em “oportunidades” que parecem perfeitas. A questão é que nem todo chapéu cabe na nossa cabeça e se ficar apertado ou largo demais, perde sua função. Diferentemente disso, num processo de Orientação Profissional, você poderá fazer uma análise que leve em conta não apenas a oportunidade em si, mas também todas as outras coisas anteriormente ditas – quem você é, quais são os seus recursos e quais são seus desejos. Dessa forma, você poderá descartar o chapéu que não lhe cabe e vestir aquele que se ajustar bem a você e ao seu estilo.

Enfim, as saídas existem, mas é preciso estimular sua energia criativa para enxergá-las. Uma letra pode sim fazer toda diferença!
Se você tem se sentido desanimado com a falta de perspectiva de futuro ou se a crise de fato já bateu à sua porta, consulte um orientador profissional e surpreenda-se com o poder e a efetividade de um trabalho como esse.

Deise Navarro é Psicóloga. Orientadora Profissional e de Carreira pela USP. Cerificada em MBTI.

2018-04-17T13:09:26+00:00